Eu quero poder correr por quinze minutos em um campo bem verde. Não haveria problema em aceitar isto. Tudo bem.
Serei guiado por um som simples até este lugar. Quero sair daqui antes que tudo se deteriore. Farei isso em nome dos que não sabem lidar com a vida. Sou um amante do fracasso - e é um prazer culposo tão bom...
O único habitante do meu lugar será eu mesmo. Acho que cada um tem o seu mundo de alguns hectares. O meu nem tem tantos - na verdade a proporção gigantesca me dá medo. Odeio solidão, só gosto de vez em quando. Seria legal encontrar o mundo de outra pessoa. Mas fácil definitivamente não seria. Quem sabe naquela terra que a gente tem em comum...
As causas me mandaram para o meu lugar. Confesso que apreciei o sol, que comi uma fruta estranha caída no chão, que deitei na grama e que vi um vulto correndo no meu campo. Quem seria o intruso? Não, não, é tudo a imaginação dentro da imaginação. Ela está distante demais. Já esteve próxima, sim, mas hoje ela conhece o significado da palavra compartilhar.
Nessa minha terra de gente estranha, o tempo passa mais rápido. E meus quinze minutos já se foram. Parei de correr, já suado e cansado. Aquilo era tudo o que eu queria na vida. Estes eram meus prazeres raros. Olhei para o meu relógio, em vão. O tempo acabou. Não sei se fico, se espero, se saio em busca do que eu realmente queria... Em todo o caso, estarei quase sempre aqui. Saí dali imediatamente. Não estava triste por me abandonar - a saudade apertava e eu já estava pronto para encontrar as pessoas mais fantásticas do meu mundo.
Ás de espadas fora do baralho
grandes negócios, pequeno empresário
quinta-feira, 22 de maio de 2008
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2 comentários:
Opa, agora estamos entrando no maravilhoso mundo dos textos muito pessoais.
É isso ae, o sincero e espontâneo sempre fica mais legal - e foi o texto que eu mais gostei até agora
hasta!
Leia meu último texto. Por favor.
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